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Os cães NÃO querem e nem dominam o Homem. Este mito tem de acabar para que as pessoas possam melhorar a relação que têm com o se cão e ajudarem-no a percorrer o caminho correto.

O rosnar, o mostrar os dentes ou até mesmo o ladrar compulsivamente são comportamentos reativos que resultam de várias situações que foram tendo ao longo da vida. Na maior parte das vezes agem assim por medo, insegurança e/ou fobias que ganharam numa ou outra situação e que não se soube resolver ou dessensibilizar. Uma má socialização com outros cães, a falta de exposição a estímulos e o pouco contacto com pessoas quando cachorros, são motivos mais que suficientes para termos um cão inseguro. Consequentemente reagem com alguma reatividade por não estarem confortáveis e para se distanciarem do que lhes provoca stress e desconforto.

Há até mesmo algumas pessoas que chegam a achar que o seu cão está a ter comportamentos dominantes porque puxa à trela ou passa primeiro nas portas. Quanto ao puxar à trela é muito importante que se entenda porque o faz. Mas não será por querer dominar o dono, disso tenho a certeza. Puxam muito à trela cães que não foram educados a andar em Junto, que passeiem poucas vezes, que usem estranguladora (péssimo), que não gastam energia regularmente, que não tenham sido expostos a estímulos ao longo da sua infância. E atenção, mesmo que um cão não tenha o hábito de puxar e se der o caso disso, talvez tenha sido porque encontrou um cheiro que o desperto à atenção e que lhe tenha causado curiosidade e interesse.

Em relação ao passar primeira nas portas não estou mesmo nada de acordo com a referência mais uma vez que o cão quer dominar o dono. De todo que não. Se não queremos que ele o faça, o melhor que temos a fazer é educa-lo a ficar no sítio até nós passarmos a porta primeiro. Apenas isso, educar. Acho que este fato varia muito de dono para dono, e não acho que uma situação seja pior ou melhor que outra. Eu, por exemplo, não me importo nada que o Caju passe à minha frente, depois ou ao mesmo tempo. Se eu quiser de forma diferente sei fazê-lo e ele tem obediência suficiente para isso. Não vejo nisto falta de educação e muito menos dominância. É o meu estilo de vida e consequentemente, o nosso.

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